Resenha Crítica | Voltando Para Casa (2002)

Julie Walking Home, de Agnieszka Holland

Veterana, a diretora Agnieszka Holland tem como maior virtude a sutileza e sensibilidade que abarcam para as suas obras. Independente dos assuntos que tem para abordar, ela os funde com muito esmero. Porém, a diretora do recente “O Segredo de Beethoven” necessita de muita mais energia para fazer os seus filmes arrebatarem.

Em “Voltando Para Casa”, Agnieszka orquestra o cotidiano dramático de Julie (interpretada pela atriz Miranda Otto, a Eowyn de “O Senhor dos Anéis”), esposa e mãe de irmãos gêmeos chamados Nick e Nicole (respectivamente Ryan Smith e Bianca Crudo) que flagra seu companheiro Henry (papel de William Fichtner, de “Paixões Paralelas”) na sua própria residência com outra mulher. O casal vive junto por um longo tempo, mas nunca pensaram seriamente em selarem o relacionamento com um casamento.

Mesmo com a impactante surpresa, Julie terá que estar ao lado de Henry, pois Nicky demonstra com grande frequência sintomas que podem ser resultantes de um câncer com poucas chances de cura. Como os medicamentos não causam efeito, ela descobre um método inusitado para tentar combater a doença de seu filho: levá-lo para outro país e deixá-lo aos cuidados de Alexei (Lothaire Bluteau), famoso curandeiro que remove enfermidades com um simples toque.

A princípio é fácil imaginar que “Voltando Para Casa” segue apenas um trilho, mas com o desenrolar de cada acontecimento a diretora polonesa tenta elaborar inúmeros temas e mensagens (Agnieszka também assina o roteiro). O filme trata sobre a importância da união familiar, o choque de credos, a necessidade de acreditar no que é até então uma incógnita, entre outras realidades edificantes. Mas chega um momento em que o filme provoca um grande incômodo.

Talvez pelo motivo de ter muito o que falar e pouco o que fazer, a produção não consegue se centrar em uma meta, deixando muitos acontecimentos serem resolvidos de modo insatisfatório, a exemplo da simplicidade em como Julie e Henry reatam, ainda que esteja sempre presente rastros de infidelidade entre ambos. O filme só ganha força quando Lothaire Bluteau entra em cena, incorporando um personagem que não terá um destino decretado. Sua atuação carismática e envolvente responde por algumas boas cenas.

Voltando Para Casa (2002), de Agnieszka Holland

Veterana, a diretora Agnieszka Holland tem como maior virtude a sutileza e sensibilidade que abarcam para as suas obras. Independente dos assuntos que tem para abordar, ela os funde com muito esmero. Porém, a diretora do recente “O Segredo de Beethoven” necessita de muita mais energia para fazer os seus filmes arrebatarem.

Em “Voltando Para Casa”, Agnieszka orquestra o cotidiano dramático de Julie (interpretada pela atriz Miranda Otto, a Eowyn de “O Senhor dos Anéis”), esposa e mãe de irmãos gêmeos chamados Nick e Nicole (respectivamente Ryan Smith e Bianca Crudo) que flagra seu companheiro Henry (papel de William Fichtner, de “Paixões Paralelas”) na sua própria residência com outra mulher. O casal vive junto por um longo tempo, mas nunca pensou seriamente em selar o relacionamento com um casamento.

Mesmo com a impactante surpresa, Julie terá que estar ao lado de Henry, pois Nicky demonstra com grande frequência sintomas que podem ser resultantes de um câncer com poucas chances de cura. Como os medicamentos não causam efeito, ela descobre um método inusitado para tentar combater a doença de seu filho: levá-lo para outro país e deixá-lo aos cuidados de Alexei (Lothaire Bluteau), famoso curandeiro que remove enfermidades com um simples toque.

A princípio é fácil imaginar que “Voltando Para Casa” segue apenas um trilho, mas com o desenrolar de cada acontecimento a diretora polonesa tenta elaborar inúmeros temas e mensagens (Agnieszka também assina o roteiro). O filme trata sobre a importância da união familiar, o choque de credos, a necessidade de acreditar no que é até então uma incógnita, entre outras realidades edificantes. Mas chega um momento em que o filme provoca um grande incômodo.

Talvez pelo motivo de ter muito o que falar e pouco o que fazer, a produção não consegue se centrar em uma meta, deixando muitos acontecimentos serem resolvidos de modo insatisfatório, a exemplo da simplicidade em como Julie e Henry reatam, ainda que esteja sempre presente rastros de infidelidade entre ambos. O filme só ganha força quando Lothaire Bluteau entra em cena, incorporando um personagem que não terá um destino decretado. Sua atuação carismática e envolvente responde por algumas boas cenas.