Resenha Crítica | O Menino da Porteira (2009)

O Menino da Porteira
Jeremias Moreira Filho até que tenta enganar o público, mas a refilmagem que comanda de “O Menino da Porteira”, filme de 1977 que também dirigiu, se apóia mais no sucesso de “2 Filhos de Francisco” do que da fita original estrelada por Sérgio Reis. Com o fenômeno do filme sobre a vida da dupla Zezé di Camargo e Luciano muitas fichas foram apostadas nesta produção protagonizada por Daniel, famoso cantor de músicas sertanejas que dividia os palcos com João Paulo, morto em 1997. Criar uma produção que conservasse algumas características do filme Breno Silveira parecia garantia de público na sala de cinema, mas a recente versão é praticamente um fracasso diante dos números obtidos em 1977.

A premissa é basicamente a mesma de antes. Diogo (Daniel) é um boiadeiro que precisa transportar centenas de cabeças de gado para a Fazenda Ouro Fino, que pertence ao major Batista (José de Abreu, extremamente caricato), o mal em pessoa, que vive com Juliana (Vanessa Giácomo), bela jovem que chama a atenção de Diogo. Já o Menino da Porteira do título é Rodrigo (João Pedro Carvalho), que sonha ser como Diogo no futuro.

Com desenvolvimento parecido com qualquer novela global das 18hrs, “O Menino da Porteira” se resume a esse sonolento conflito entre personagens. Os outros espaços são cobertos com muita música sertaneja, uma ou outra bela paisagem e incessante som de berrante. Desta forma, o único atrativo que fica é a curiosidade de ver Daniel. Gostando ou não, Daniel é bom cantor e as suas versões de “Disparada” e “O Menino da Porteira” faz bem aos ouvidos. A presença em cena é até menos sinistra em comparação com Sérgio Reis. Mas o filme não é um musical e vê-lo atuando chega a ser embaraçoso em muitos momentos.

Título Original: O Menino da Porteira
Ano de Produção: 2009
Direção: Jeremias Moreira Filho
Elenco: Daniel, José de Abreu, Vanessa Giácomo, João Pedro Carvalho, Rosi Campos, Antônio Edson, Valter Santos, Eduardo Chagas e Zedu Neves.
Nota: 2.0

Resenha Crítica | Recém-Chegada (2009)

Recém-Chegada
A primeira impressão é a que fica no caso da comédia “Recém-Chegada”. O filme de Jonas Elmer trás Renée Zellweger na pele de Lucy Hill, uma executiva em ascensão que vive em Miami. Surge a oportunidade de viagem a trabalho para a fria Minnesota e a sua missão é reerguer uma fábrica de alimentos. Cheia de classe e postura, Lucy passará por muitos desentendimentos com as pessoas da comunidade onde está hospedada sendo pelo seu comportamento e profissionalismo. Dá que essa história, onde se deve separar as diferenças, muito há de “Doce Lar”, um sucesso estrelado por Reese Witherspoon 2002.

Outra coincidência é o roteirista C. Jay Cox, o mesmo de “Doce Lar”, que também escreve a história com Ken Rance. E embora sejam filmes que tragam personagens que passam por situações bem distintas em suas vidas, o resultado é basicamente o mesmo.

Diversos fatores cooperam pelo frouxo resultado da comédia. Mesmo muito elegante, Renée Zellweger não faz funcionar qualquer química com o par aparentemente romântico que forma com Harry Connick, Jr., que por sua vez é melhor ao encarnar tipos perigosos como os vistos em “Copycat – A Vida Imita a Morte” e “Possuídos”. Salva-se do elenco somente a atriz Siobhan Fallon, divertida como a assistente de Lucy. Mas no fim faltou espaço para graça e sobrou para a previsibilidade da trama que a abate desde os primeiros minutos. Não serve nem para dias frios.

Título Original: New in Town
Ano de Produção: 2009
Direção: Jonas Elmer
Elenco: Renée Zellweger, Harry Connick Jr., Siobhan Fallon, J.K. Simmons e Frances Conroy.
Nota: 3.5