Resenha Crítica | Crime de Amor (2010)

Isabelle (Ludivine Sagnier) optou por um estilo de vida em que todas suas atenções são direcionadas ao trabalho. A escolha pode lhe trazer imensa satisfação, mas não é o que enxergamos. Isabelle é uma pessoa solitária, com relacionamentos nada duradouros e com contatos que se limitam ao ambiente de trabalho. Até mesmo a bela residência em que vive é ausente de calor humano. É o extremo oposto de sua irmã Claudine (Marie Guillard), uma mulher feliz nos papéis de esposa e mãe.

Como não há indivíduo no mundo incapaz de externar suas emoções em algo ou alguém, Isabelle dá tudo de si para agradar Christine (Kristin Scott Thomas), uma poderosa executiva de uma multinacional para o qual trabalha como assistente. Isto é bem evidente na cena inicial de “Crime de Amor”, em que há uma mistura de gentilezas e flertes entre Isabelle e Christine.

Morto em decorrência de câncer poucos dias após lançar “Crime de Amor” na França, o cineasta Alain Corneau fez um suspense criminal denso e de prender na cadeira graças às interações que desenvolveu para personagens tão distintas como Isabelle e Christine. Algo que se inicia no instante em que Christine se mostra uma mulher inescrupulosa ao roubar os méritos dos esforços de Isabelle apenas para fortalecer sua autoridade.

Isabelle não encara a atitude de sua chefe como antiética, mas como uma punhalada certeira em seu coração. Christine percebe que Isabella não está digerindo tão passivamente à puxada de tapete e faz pior: a humilha diante de todos os funcionários. Abatida, Isabella armará uma vingança.

Numa realidade em que assédio moral e a luta de mulheres para ocuparem os níveis hierárquicos mais altos de uma organização são reconhecíveis, “Crime de Amor” se torna ainda mais delicioso. A escalação de Kristin Scott Thomas (uma atriz muito superior a já excelente Ludivine Sagnier) como a executiva Christine foi uma das melhores decisões de Alain Corneau para fazer “Crime de Amor” funcionar.

Como ponto negativo, e este é bem forte, há a vontade desnecessária de seu realizador em explicar por demais algumas pequenas arestas que surgem antes da conclusão da história, como se o público não fosse capaz de desvendar por si próprio os passos dados por Isabella ao executar a sua vingança contra Christine, encenados em flashbacks em preto e branco dispensáveis.

De qualquer maneira, a história de Alain Corneau ganhará uma nova chance para brilhar sem este equívoco sob as mãos de Brian De Palma, cuja nova versão, “Passion”, será protagonizada por Rachel McAdams e Noomi Rapace. Mas é preciso antecipar que De Palma terá que se esforçar bastante para conseguir igualar o trabalho de seu amigo francês.

Título Original: Crime d’amour
Ano de Produção: 2010
Direção: Alain Corneau
Roteiro: Alain Corneau e Nathalie Carter
Elenco: Ludivine Sagnier, Kristin Scott Thomas, Patrick Mille, Guillaume Marquet, Gérald Laroche, Julien Rochefort, Olivier Rabourdin, Marie Guillard, Mike Powers, Matthew Gonder, Jean-Pierre Leclerc, Stéphane Roquet, Frederic Venant e Stéphane Brel
Cotação: 4 Stars

Os Acompanhantes

Ao contrário do que se supõe, Henry Harrison, personagem de Kevin Kline em “Os Acompanhantes”, não é um gigolô. Trata-se de um “homem extra”, indivíduo que dedica parte do seu tempo em acompanhar senhoras endinheiradas em eventos chiques ou socializar nas mansões em que vivem. Louis Ives (interpretado por Paul Dano) aluga um quarto no apartamento precário de Henry e imediatamente se interessa em participar dessas ocasiões excêntricas. Esta é a trama do novo filme assinado pela dupla Robert Pulcini e Shari Springer Berman, que conquistaram fama em “Anti-Herói Americano”, fita protagonizada por Paul Giamatti. Infelizmente, a única coisa válida no filme é a boa química entre os protagonistas.

Fiz uma crítica no Cenas de Cinema de “Os Acompanhantes”, que está em cartaz no Brasil desde a última sexta-feira, 22 de junho. Clique aqui para ler.

Cotação: 2 Stars

Um Verão Escaldante

Histórias de amor parecem atrair o cineasta francês Philippe Garrel. Porém, apenas quando elas estão fadadas ao fracasso. No final de 2008, estreou no circuito brasileiro “A Fronteira da Alvorada”, cuja história em denso preto e branco é sobre o romance entre um fotógrafo e uma atriz desequilibrada. Agora, Philippe Garrel filma em cores a história de “Um Verão Escaldante”, mas permanecem as reviravoltas emocionais.

O filme abre com um acidente provocado por Frédéric (Louis Garrel, filho do cineasta). Visivelmente perturbado com algum acontecimento, Frédéric conduz a toda velocidade o seu carro no meio da noite até atingir uma árvore. A rápida imagem de Angèle (Monica Bellucci) deitada numa em uma cama diz muito sobre a motivação de Frédéric em tirar a própria vida.

Após este prólogo, a história de “Um Verão Escaldante” retrocede e nos apresenta a dois casais O primeiro é formado pelo pintor Frédéric e a atriz Angèle. O segundo casal é representado por Paul (Jérôme Robart) e Élisabeth (Céline Sallette), dois jovens que ganham a vida fazendo figuração em alguns longas-metragens. Grande amigo de Paul, Frédéric os convidam para se hospedarem no apartamento que ele está morando em Roma por conta da primeira grande produção da carreira de Angèle filmada na cidade. A reunião nos fará conhecer tanto as puladas de cerca cometidos por Frédéric e Angèle quanto as indecisões que permeiam o namoro de Paul e Élisabeth.

Guardadas as devidas proporções, temos Philippe Garrel novamente trabalhando alguns temas já explorados em “A Fronteira da Alvorada”. No entanto, em “Um Verão Escaldante” eles moldam um resultado final ainda mais embaraçoso. Além dos protagonistas não serem capazes de oferecerem boas performances (especialmente Jérôme Robart e o sempre blasé Louis Garrel), os seus personagens são movidos por diálogos primários e motivações contraditórias. Afora a razão de serem figuras pretensiosas, não há ao menos uma razão forte que faça Frédéric e Angèle serem tão infiéis, o que automaticamente anula a dúvida de Élisabeth em continuar com Paul após testemunhar de perto as desavenças deste casal. No fim das contas, quem paga caro por isso é o espectador, que terá de acompanhar durante uma hora e meia os desenlaces de um filme ausente de empatia.

Título Original: Un été brûlant
Ano de Produção: 2011
Direção: Philippe Garrel
Roteiro: Caroline Deruas-Garrel, Marc Cholodenko e Philippe Garrel
Elenco: Louis Garrel, Monica Bellucci, Jérôme Robart, Céline Sallette, Vladislav Galard, Vincent Macaigne e Maurice Garrel
Cotação: 1 Star

Poder Sem Limites

Se todos fizessem uma lista de sonhos impossíveis, ter superpoderes provavelmente estaria no topo. Afinal, super-heróis donos de grandes habilidades povoam o imaginário infantil e adolescente e não há nada mais natural do que refletirmos o quanto a nossa vida seria fantástica se pudéssemos voar, controlar objetos e até ler a mente das pessoas. No filme “Poder Sem Limites”, três adolescentes tão comuns quanto nós realizam esse desejo num cenário real.

Os personagens são Andrew Detmer (Dane DeHaan, que nada mais faz do que reprisar as principais características de Jesse, seu papel na série “In Treatment”), seu primo Matt (Alex Russell) e seu amigo Steve (Michael B. Jordan). Os três têm personalidades distintas. Andrew é filho de mãe inválida e pai insensível que não é capaz de se inserir em qualquer círculo de amigos, desempenhando o papel de loser do colégio enquanto carrega sua câmera para flagrar as ações daqueles que estão ao seu redor. Matt é o oposto do primo, mas parece cansado da vida de popular ao se aproximar de Casey (Ashley Hinshaw). Por fim, Steve é o sujeito atlético e carismático do qual ninguém encontraria muitas falhas.

A vida de Andrew, Matt e Steve mudam definitivamente quanto eles adentram um túnel que contém uma espécie de rocha cristalina. O contato com o objeto faz o trio adquirir poderes telecinéticos. Apesar do constante sangramento nasal, as habilidades parecem infinitas quando postas em ação. Nos primeiros dias, os três apenas usam os poderes para sacanearem com as pessoas. Porém, ao contrário do que se vê em qualquer história em quadrinho, os vilões não são criaturas vindas de outros planetas com planos de dominar a Terra. O inimigo é a imaturidade com que eles se aproveitam dos poderes que os tornaram únicos. O deprimido Andrew é aquele que lidará com isto de maneira mais drástica.

Essa ideia de adolescentes super poderosos desenvolvida através da parceria do cineasta Josh Trank com o roteirista Max Landis (filho de John Landis) é tão promissora que “Poder Sem Limites” arrecadou mundialmente um valor dez vezes maior que o orçamento de 12 milhões de dólares. Infelizmente, a dupla também teve a ideia, esta bem infeliz, de inserir toda a história num filme que emula a estética de “Cloverfield – Monstro”. Temos assim um protagonista incapaz de desligar a sua câmera (uma atitude que o torna tão estúpido quanto o cameraman de “Cloverfield – Monstro”) e cenas de ação que se aproveitam de câmeras de vigilâncias espalhadas por Seattle. Se a intenção era tornar prática a famosa citação de Glauber Rocha, “Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, faltou para Josh Trank fazer bom uso de seu equipamento para conceber as imagens de “Poder Sem Limites”.

Título Original: Chronicle
Ano de Produção: 2012
Direção: Josh Trank
Roteiro: Max Landis
Elenco: Dane DeHaan, Alex Russell, Michael B. Jordan, Michael Kelly, Ashley Hinshaw, Bo Petersen, Anna Wood, Rudi Malcolm, Luke Tyler, Crystal-Donna Roberts, Adrian Collins, Grant Powell, Armand Aucamp, Nicole Bailey e Lynita Crofford
Cotação: 2 Stars

Resenha Crítica | À Beira do Abismo (2012)

Qualquer enredo que traga um protagonista que passará todo o tempo provando a inocência por um crime que não cometeu atiçará a curiosidade de muitos espectadores. Se este enredo se enquadrar no gênero suspense e inserir este personagem numa situação de grande desespero as chances de nos envolver até o último acontecimento são muito grandes. “À Beira do Abismo” consegue atingir esses feitos, mas tem o resultado final comprometido por uma série de erros.

Em evidência após “Avatar”, Sam Worthington incorpora Nick Cassidy com suas evidentes limitações dramáticas. Trata-se de um ex-policial preso pela acusação do roubo de um diamante no valor de 40 milhões de dólares que pertence a David Englander (Ed Harris), um homem de negócios inescrupuloso. A morte do pai lhe faz receber um indulto, uma excelente oportunidade de fuga. Uma vez fora da prisão, Nick põe em prática seu plano mirabolante: armar o seu suicídio, mas sem antes provar sua inocência, no parapeito de um dos últimos andares do hotel Roosevelt, em Nova York.

Há algumas pessoas que se tornam cúmplices deste plano assim que Nick exige a presença de Lydia Mercer (Elizabeth Banks, sempre excelente), especialista em negociar com suicidas e que tenta se recompor emocionalmente ao fracassar em um caso recente. O irmão de Nick, Joey (Jamie Bell), é quem correrá contra o tempo para encontrar no cofre de David o tal diamante, comprovando assim a farsa que se estabeleceu como verdadeira. Angie (Genesis Rodriguez) namorada de Joey, dará uma força e Mike Ackerman (Anthony Mackie), ex-parceiro de Nick, surge no cenário e mostra que pode não ser tão inocente quando imaginávamos no início da história.

É uma pena que o roteirista Pablo F. Fenjves não tenha percebido todo o potencial de Lydia e criado uma história em que ela seria todo o destaque, pois trata-se da única personagem que concebeu com alguma competência. Lydia é quem nos faz ficar realmente grudados na tela, sendo uma mulher sempre em conflito com si mesma ao deixar que suas emoções interfiram mais do que gostaria na complicada tarefa de salvar vidas. Quando a ação não a acompanha, “À Beira do Abismo” decai para um suspense genérico que comete o pecado de jamais transmitir uma sensação de acrofobia, contando também com momentos de humor que não funcionam (todos protagonizados por Jamie Bell e Genesis Rodriguez) e com personagens secundários ou bobocas (como o incompetente e arrogante Jack Dougherty, interpretado por Edward Burns), ou que apenas somam números na multidão que assiste Nick, a exemplo da jornalista feita por uma totalmente mal aproveitada Kyra Sedgwick.

Título Original: Man on a Ledge
Ano de Produção: 2012
Direção: Asger Leth
Roteiro: Pablo F. Fenjves
Elenco: Sam Worthington, Elizabeth Banks, Jamie Bell, Genesis Rodriguez, Ed Harris, Edward Burns, Anthony Mackie, Patrick Collins, Afton Williamson, Titus Welliver, John Dossett, Felix Solis, Terry Serpico, Geoffrey Cantor e Kyra Sedgwick
Cotação: 2 Stars

KABOOM

Em seu último longa-metragem, o divertido “Smiley Face – Louca de Dar Nó”, o cineasta Gregg Araki conduziu uma história que nada tinha a ver com os temas que explorou ao longo de sua carreira. Na comédia protagonizada por Anna Faris, rebeldia e receios do universo gay em nenhum momento são abordados. Em “KABOOM”, Gregg Araki retorna ao seu famoso estilo underground agora inseridos em uma trama com um pé no fantástico. Infelizmente, o resultado é tão decepcionante que “KABOOM” pode ser considerado o pior filme em toda sua filmografia.

No Cenas de Cinema, comento mais a respeito dessa produção que desde ontem está em cartaz nos cinemas brasileiros. Clique aqui para ler.

Cotação: 1 Star

Resenha Crítica | 2 Coelhos (2012)

O cinema nacional vem se desenvolvendo cada vez mais. Há um equilíbrio entre as produções feitas para vender milhares de ingressos e também aquelas em que a mira é um público mais alternativo. Porém, ainda falta diversidade de gêneros. Há muitas comédias e dramas. Filmes de terror, suspense, ficção científica e ação quase inexistem. Muitos produtores apontam duas deficiências: a falta de público fiel a esses gêneros e especialmente as dificuldades de desenvolver um primoroso trabalho técnico em produções que contam com um orçamento tão pequeno.

“2 Coelhos” esteve longe, muito longe de repetir o fenômeno de um “Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro”, mas prova que é possível sim realizar um cinema recheado de frenesi. Todos os méritos deste feito são exclusivos do cineasta Afonso Poyart, que em sua estreia em longa-metragem facilmente supera uma grande parte de bluckbusters americanos que invadem constantemente o nosso circuito – aliás, os direitos de “2 Coelhos” já foram adquiridos por produtores americanos que desejam refilmá-lo.

Na trama fragmentada, o protagonista Edgar (Fernando Alves Pinto) executa um plano mirabolante que tem como intenção atingir dois coelhos com uma única cajadada. O primeiro coelho é representado pela figura de Jader (Roberto Marchese), um político corrupto. O segundo coelho, Maicom (Marat Descartes, de “Trabalhar Cansa”), é um criminoso. Um casal de promotores (Neco Vila Lobos e Alessandra Negrini), um professor (Caco Ciocler) deprimido com a morte da esposa e do filho em um acidente, dois bandidos pé de chinelo (Robson Nunes e Thogun) e uma maleta com milhares de dólares – um típico McGuffin – são os personagens que se moverão de forma imprevisível dentro do plano de Edgar.

Ao conduzir esse plano, Afonso Poyart adiciona diversos elementos pop. Há sequências que brincam com a estética e montagem, bandas como “Radiohead” e “30 Seconds To Mars” na trilha-sonora e sequências de ação inspiradas no game “Grand Theft Auto”. A boa notícia é que tais referências não fazem de “2 Coelhos” um filme feito para um determinado tipo de público. Servem apenas de artimanhas para uma história elaborada com esperteza e que poderá representar um pontapé para um cinema que clama por mais diversidade.

Título Original: 2 Coelhos
Ano de Produção: 2012
Direção: Afonso Poyart
Roteiro: Afonso Poyart
Elenco: Fernando Alves Pinto, Alessandra Negrini, Caco Ciocler, Marat Descartes, Djair Guilherme, Roberto Marchese, Carol Miranda, Aldine Muller, Robson Nunes, Thaíde, Thogun, Neco Villa Lobos, Angela Sbrina Boing Boing Sabrina e Robson Nunes
Cotação: 3 Stars

As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne

Steven Spielberg se encontrou num verdadeiro impasse recentemente. Filmados entre um curto intervalo de tempo, “Cavalo de Guerra” e “As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne” chegaram aos cinemas americanos no mesmo dia, criando um fenômeno talvez inédito: a concorrência entre duas obras assinadas pelo mesmo diretor. Nesta estratégia em tornar ambos elegíveis para o Oscar e também verdadeiros sucessos de bilheteria, “As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne” representou o lado de Spielberg que se deu mal. Afinal, “As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne” só garantiu bons números na bilheteria mundial e obteve apenas uma indicação ao Oscar, na categoria de melhor trilha-sonora.

Apesar da desanimadora recepção dos americanos, “As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne” traz um Spielberg em melhor forma comparado a “Cavalo de Guerra”. O destaque está na sábia decisão em conceber “As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne” com a tecnologia de captura de performance, aproximando-o aos quadrinhos animados do belga Hergé.

Tintim (Jamie Bell) é um jovem e intrépido repórter que adquire numa feira de rua a réplica de um navio. O objeto, cobiçado pelo perigoso Sakharine (Daniel Craig), contém um mapa do tesouro. A descoberta fará Tintim e o seu inseparável companheiro canino Milu se esbarrarem com o Capitão Haddock (Andy Serkis), um autêntico beberrão que rapidamente se tornará um forte aliado de Tintim.

Contando com a colaboração de Peter Jackson como produtor, Steven Spielberg se mantém fiel a criação de Hergé na maior parte do tempo (os quadrinhos também inspiraram a criação de duas séries animadas, feitas em 1961 e 1991). Os personagens estão bem caracterizados e a trama investigativa preserva a inteligência e envolvimento esperados. Há também extraordinárias sequências de ação, com destaque para a perseguição em plano-sequência no Marrocos. Resta apenas o ritmo de “As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne” como seu principal problema, pois a impressão de que o filme termina mais longo do que deveria é bem forte assim que os créditos finais invadem a tela, especialmente para os espectadores acostumados com a agilidade com que eram concluídas as aventuras da série animada antes tão reprisada no canal Cultura.

Título Original:
Ano de Produção: 2011
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Edgar Wright, Joe Cornish e Steven Moffat, baseado na série em quadrinhos “As Aventuras de Tintim”, de Hergé
Vozes de: Jamie Bell, Andy Serkis, Daniel Craig, Nick Frost, Simon Pegg, Daniel Mays, Gad Elmaleh, Toby Jones, Joe Starr, Enn Reitel, Mackenzie Crook, Tony Curran, Sonje Fortag, Cary Elwes e Sebastian Roché
Cotação: 3 Stars