O Peso do Passado

Resenha Crítica | O Peso do Passado (2018)

Destroyer, de Karyn Kusama

Com 52 anos que serão completados em junho deste ano, Nicole Kidman segue como uma das mais respeitadas e belas atrizes em atividade no cinema. Essas e outras credenciais não a impedem de sempre sair de uma zona de conforto, submetendo a si mesma para encarar papéis desafiadores em que é transformada radicalmente.

Brincadeiras à parte com o uso variado de perucas, Nicole compreende a necessidade de um intérprete de deixar o glamour de lado para que o seu corpo seja um instrumento temporário para abrigar um papel. Como Erin Bell, a protagonista de “O Peso do Passado”, a atriz passa por uma mudança de aparência talvez ainda mais radical do que aquelas experimentadas em projetos como “As Horas” (pelo qual venceu o Oscar) e “Top of the Lake: China Girl”, no qual tem um papel secundário.

É a melhor coisa ofertada no novo filme de Karyn Kusama. Ainda que seja acima da média, o modo como as resoluções são pregadas em sua trama de mistério enfraquece as razões pelas quais a sua protagonista alcançou um estado degradante, que age quase como uma abutre que não sabe mais o que fazer da vida até que um crime a reconecta com o seu passado nebuloso.

“O Peso do Passado” ganha comentário na íntegra feito com exclusividade para o canal do Cine Resenhas no YouTube. Assista-o a seguir e não se esqueça de se inscrever para ter acesso às futuras atualizações.

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