Resenha Crítica: Pajeú (2020), de Pedro Diógenes

Pedro Diógenes foi um dos nomes principais do coletivo Alumbramento, em muito inspirado pelo tom anárquico do cinema de invenção para promover uma série de experimentos estéticos e narrativos. Feito para audiências bem específicas, decretou o seu fim com “O Último Trago”, produzido em 2016 e lançado comercialmente apenas em 2019.

Com o afável “Inferninho”, Diógenes parecia ter se reinventado como cineasta, sem que para isso tivesse traído em nenhum momento as raízes que o notabilizaram. Avançou algumas casas apenas para voltar para o início do tabuleiro com o enfadonho “Pajeú”.

Interpretada por Fatima Muniz, a protagonista Maristela é simplesmente jogada nesta história com uma série de preocupações ecológicas que se dão mais por sonhos e consequentes reações de seu corpo a eles e muito menos por uma bagagem de vida que nos faça comprar a causa que ela passa a defender.

Professora, ela se vê empenhada em conscientizar anônimos de seu entorno a se preocupar com o riacho Pajeú, antes berço de Fortaleza e de aldeias indígenas e hoje uma correnteza de lixo.

Há circunstâncias aqui em que parecemos assistir a uma peça de propaganda de uma organização não governamental, com Maristela até mesmo ensaiando o papel de agente acompanhada por uma câmera quase documental com questionamentos sobre a existência para jovens em uma praia. ★

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