Resenha Crítica: Antena da Raça (2020), de Luís Abramo e Paloma Rocha

Transmitido de fevereiro de 1979 a maio de 1980, o programa “Abertura” teve repercussão mesmo ganhando o mundo em um período em que a TV Tupi caminhava para o seu fim. Em seu ápice, atingiu 15 pontos de audiência.

Razão disso foi o seu diálogo franco sobre política em um contexto em que o Brasil ainda vivia sob o regime militar. Além de uma série de personalidades, o programa também continha pautas em que a voz do público era expressa.

Um dos nomes mais inusitados presentes na equipe foi do cineasta Glauber Rocha. Filha do maior expoente do Cinema Novo, Paloma Rocha, em parceria com Luís Abramo, se aproveitou do restauro do material para a feitura do documentário “Antena da Raça”, selecionado para ser o filme de encerramento do 9º Olhar de Cinema.

A dupla de cineastas preferiu não fazer um registro convencional, no sentido de produzir intervenções que reafirmassem a importância do programa. Elas vão de paralelos do material de arquivo com trechos de filmes de Glauber Rocha com a coleta de novos depoimentos.

O resultado final ainda assim não entusiasma, especialmente por decisões equivocadas quanto ao aproveitamento ou escalação de nomes convidados. Caetano Veloso e Zé Celso são destacados enquanto Helena Ignez é emudecida. E é sério que os documentaristas não tinham cogitado alguém mais adequado que José Dirceu para discursar sobre o cenário político que se desenhou desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff? ★★

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